Sandra Annenberg nasceu em 5 de junho de 1968, numa quarta feira.
É a atual âncora do Jornal Hoje exibido pela Rede Globo, de segunda a sábado. A apresentadora e editora-executiva do telejornal divide a bancada com Evaristo Costa.
É casada com o jornalista Ernesto Paglia com quem tem uma filha chamada Elisa.



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Sandra Annemberg já precisou refazer a maquiagem minutos antes de entrar no ar numa edição de sábado do ´Globo notícia´. A jornalista assistia ao ´Lar, doce lar´ enquanto se preparava para apresentar o boletim e foi às lágrimas com o quadro do ´Caldeirão do Huck´

No quadro, famílias - quase sempre muito humildes e com um histórico de dificuldades - são contempladas com uma reforma geral na casa. Sandra, que chora toda vez que assiste a ´histórias de vida bem contadas´ na TV, engrossa o time dos telespectadores (famosos ou não) que costumam ficar aos prantos em frente à tela.

Claro que tudo é uma questão de estado de espírito. Mas atire o primeiro lenço quem nunca derramou sequer uma lágrima ao acompanhar pela TV o nervosismo de uma criança soletrando uma palavra dificílima ou a felicidade legítima de um famoso surpreendido por histórias do seu passado, sendo relembradas por amigos e parentes, no palco de um programa de auditório.

´Costumo me emocionar com o ´Arquivo confidencial´ ´, assume Dira Paes, que já chorou inúmeras vezes com o quadro do ´Domingão do Faustão´. ´Também gosto do ´Soletrando´ (do ´Caldeirão´) que, para mim, é o quadro mais exemplar da TV: emociona, causa suspense e passa um sentido de responsabilidade´, comenta a atriz.

Conhecida por seu temperamento divertido, Maria Clara Gueiros é outra que se envolve completamente. A atriz conta que não consegue segurar as lágrimas quando acompanha o desfecho dos realities do Discovery Home & Health (como ´Dez anos mais jovem´ ou ´Cirurgia plástica: antes e depois´), que promovem transformações (algumas radicais) na imagem dos participantes.

´Adoro ver as pessoas terminando o programa com a auto-estima elevada´, diz Maria Clara, que também caiu no choro torcendo por uma moça endividada no ´Agora ou nunca´, no ´Caldeirão´, que premiava uma prova com R$10 mil.

Os quadros do programa de Luciano Huck são os mais citados. Para Sandra Annemberg, um dos méritos da atração é a forma como o apresentador aborda as histórias. ´O Luciano Huck tem essa capacidade de lidar com as pessoas. Vou falar uma coisa piegas, mas é verdade: ele é muito gente. Gente como a gente´, elogia.

A habilidade de Huck ao lidar com as histórias que sua equipe seleciona para o ´Caldeirão´ sensibiliza, mas o apresentador diz que sua missão no programa é outra: ´ouvir pessoas´. Huck é enfático ao dizer que os quadros não buscam provocar o choro puro e simples. ´Não gravo nem exibo nada com o intuito de emocionar. Ando o Brasil inteiro atrás de boas histórias e sou o coadjuvante das pessoas que mostro´.

Ele assume ainda que é preciso tomar cuidado para o programa não cair na pieguice. ´Tento ser zero assistencialista, zero piegas e a edição do programa está muito atenta para não explorar as mazelas alheias´, garante.

Apresentador do ´Extreme makeover: reconstrução total´ -uma das muitas versões gringas no estilo do ´Lar, doce lar´, exibida pelo People + Arts - Ty Pennington tem um discurso afinado com o de Huck. ´Fazemos a diferença naquelas vidas e isso torna o programa emotivo. Procuramos famílias que realmente passaram por situações traumáticas, que precisam mesmo de ajuda´. O impacto deve ser mesmo grande. Os participantes quase sempre caem no choro ao se deparar com a casa nova.

O ´Arquivo confidencial´ também é garantia de chororô: seja do público em casa ou do convidado na TV. ´Mas a intenção do ´Arquivo confidencial´ é sempre, e acima de tudo, homenagear o convidado. A emoção aparece porque estamos falando de pessoas, de histórias de vidas. E que fique claro que emoção não necessariamente significa chorar´, defende o diretor do ´Domingão´, Jayme Praça.

Famosos (ou anônimos) se debulhando nos palcos de Fausto Silva ou de Oprah Winfrey - outra especialista quando o assunto é pranto, que tem o seu programa exibido no GNT - servem de combustível para arrancar lágrimas. Mas já não bastam para emocionar Débora Lamm. ´Se percebo que o quadro é feito pra chorar, resisto. Qual é o objetivo de explodirem a casa da pessoa para construírem novamente?´.

Zean Bravo
Agência O Globo


- Postado por: Equipe Annenberg às 17h53
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